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Angola Faz Parte da Convenção de Haia?

Área: Internacional Atualizado em 9 de junho de 2026

Não. Angola não é signatária da Convenção da Apostila de Haia. Documentos angolanos destinados ao Brasil exigem legalização consular tradicional.

Por que Angola não aderiu à Convenção da Apostila?

A Convenção da Apostila de Haia, firmada em 5 de outubro de 1961, simplifica a circulação internacional de documentos públicos entre os países signatários. Angola, embora participe da Conferência da Haia em outras matérias, ainda não depositou o instrumento de adesão à Convenção da Apostila. Por isso, documentos emitidos em território angolano não podem ser apostilados — precisam passar pelo procedimento clássico de legalização consular.

Como legalizar documentos angolanos para uso no Brasil

O processo de legalização consular ocorre em duas etapas obrigatórias:

  1. Reconhecimento pela autoridade competente em Angola — o documento deve ser autenticado pelo órgão emissor ou pelo Ministério das Relações Exteriores angolano.
  2. Legalização no Consulado-Geral do Brasil em Luanda — após o reconhecimento angolano, o documento é submetido à seção consular brasileira, que confirma a autenticidade das assinaturas e selos da autoridade local.

Somente após essas duas etapas o documento adquire validade jurídica no Brasil. Em regra, ainda será exigida tradução juramentada por tradutor matriculado em junta comercial brasileira.

Documentos angolanos que comumente exigem legalização

  • Certidões de nascimento, casamento e óbito
  • Diplomas, históricos escolares e certificados acadêmicos
  • Procurações públicas
  • Sentenças judiciais (para fins de homologação no STJ)
  • Contratos sociais e atos societários
  • Atestados de antecedentes criminais

E quando o documento precisa de uso urgente?

O prazo de legalização consular varia conforme a demanda do consulado e a complexidade do documento, podendo levar de dias a semanas. Em casos sensíveis — como processos de família, sucessões internacionais ou homologação de sentença estrangeira — a assessoria jurídica especializada acelera a tramitação e evita devoluções por vícios formais.

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Sobre o autor Juliana Lopes

Dra. Juliana Lopes é advogada, de OAB/DF 58.168, sócia do escritório Lopes Bellaguarda e Amaral Advocacia e especialista em Direito Internacional Privado. Com forte atuação na Homologação de Sentenças Estrangeiras no STJ, dedica-se a oferecer segurança jurídica para brasileiros e estrangeiros com demandas transnacionais.

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