Início  /  Dicionário Jurídico  /  Nigéria Faz Parte da Convenção de Haia?

Nigéria Faz Parte da Convenção de Haia?

Área: Internacional Atualizado em 9 de junho de 2026

Não. A Nigéria não é signatária da Convenção da Apostila de Haia em 2026. Por isso, documentos nigerianos não recebem apostila e precisam passar pela legalização consular tradicional: autenticação pela autoridade competente na Nigéria e, em seguida, legalização na representação consular brasileira no país, antes de produzir efeitos jurídicos no Brasil.

Por que a Nigéria não integra a Convenção da Apostila?

A Convenção da Apostila de Haia, de 5 de outubro de 1961, simplifica a circulação internacional de documentos públicos ao substituir a legalização consular por um único selo, a apostila. Esse mecanismo só vale entre os Estados que aderiram ao tratado. A Nigéria, em 2026, não é signatária da Convenção, de modo que documentos nigerianos não podem ser apostilados.

A consequência prática é direta: documentos emitidos na Nigéria não produzem efeitos automáticos no Brasil pela via da apostila. Para serem aceitos por cartórios, juízos e órgãos públicos brasileiros, devem percorrer o caminho da legalização consular tradicional. Como a maioria dos documentos nigerianos é emitida em inglês, idioma oficial do país, a tradução para o português torna-se etapa indispensável do procedimento.

Como legalizar documentos da Nigéria para uso no Brasil

  1. Autenticação na autoridade nigeriana. O documento é reconhecido e autenticado pela autoridade competente na Nigéria, em regra o Ministério das Relações Exteriores local, que atesta a origem e a regularidade do ato.
  2. Legalização na representação consular brasileira na Nigéria. Em seguida, o documento é legalizado pela representação consular do Brasil sediada em Abuja, capital do país. É nessa etapa que a autoridade brasileira reconhece a validade do documento estrangeiro para uso no Brasil.
  3. Tradução juramentada no Brasil. Já em território nacional, exige-se a tradução por tradutor público juramentado, matriculado em junta comercial. Por estarem geralmente redigidos em inglês, os documentos nigerianos quase sempre dependem dessa etapa.

Documentos que costumam exigir legalização

  • Certidões de nascimento, casamento e óbito;
  • Diplomas, históricos escolares e certificados acadêmicos;
  • Procurações e declarações para uso em atos no Brasil;
  • Contratos e documentos societários;
  • Sentenças e decisões judiciais estrangeiras destinadas à homologação no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Atenção a prazos e situações urgentes

O prazo para conclusão da legalização varia conforme a representação consular, o volume de pedidos e a natureza do documento, podendo se estender por semanas. Casos de Direito de Família, sucessão internacional e homologação de sentença estrangeira no STJ envolvem requisitos formais rigorosos e prazos processuais, situações em que a assessoria jurídica especializada reduz o risco de recusa do documento e de retrabalho.

Precisa de orientação jurídica para o seu caso?

A equipe da Lopes Bellaguarda e Amaral Advocacia analisa cada situação com total sigilo, agilidade e a segurança jurídica que você merece — em todas as áreas em que atuamos.

Sobre o autor Juliana Lopes

Dra. Juliana Lopes é advogada, de OAB/DF 58.168, sócia do escritório Lopes Bellaguarda e Amaral Advocacia e especialista em Direito Internacional Privado. Com forte atuação na Homologação de Sentenças Estrangeiras no STJ, dedica-se a oferecer segurança jurídica para brasileiros e estrangeiros com demandas transnacionais.

Falar Agora (61) 98318-3741